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Etmolos - laudino@gmail.com
O Senhor comete um erro comum entre os etmólogos amadores, que poderíamos chamar de anacronismo -creio que exista um termo melhor- ou seja, usa um interpretação histórica baseada nas crenças atuais (de higiene, medicina, etc) sobre a profissão do barbeiro, e o que ele fazia, com o objetivo de explicar um dos usos da palavra que ja existia lá no passado.
No período histórico que o Sr cita, o Barbeiro era uma espécie de médico. Era aceito pelo sociedade da época, e não "pasmariam" em vê-lo extraíndo um dente. O barbeiro era em 99% dos casos o cirurgião oficial da cidade medieval e de colônias distantes. No entanto, com o advento da medicina moderna, é lícito pensar que o termo passou a desigmar "incompetência" em comparação às práticas médicas. Foi o que o Sr fez, pensando como um ocidental contemporâneo. Mas, o termo "barbeiro" com o sentido de incompetente, aparece antes da popularização das práticas medicas.
Pelo que tudo indica, sua origem está ligada à habilidade no manejo de seu principal instrumento, a navalha. Daí termos como "navalha", para um sujeito que erra manobras", tanto no trânsito como em outros afazeres.
Interessante que esse termo foi "relançado", tomando o sentido de "incompetência" de forma mais ampla, numa espécie de ponte com seu uso no trânsito. Pois atualmente nem se sabe direito que é uma navalha ou "caminho" de rato".
Portanto, seu post peca por não apontar que essa é uma suposição sua, baseada em interpretações não agradáveis aos barbeiros antigos, que não são suficientes para a polisemia de um termo.
Willer Brum Bittencourt - willerbrum@ig.com.br
Eu gostaria de saber é a origem do nome do inseto transmissor da doença de chagas, que também é um barbeiro. rsrsrs
Karine -
Gostei muito do artigo!