Comentar Ver comentários (7)
LULA E SARNEY, SARNEY E LULA: O DENUNCISMO É CONTRA A DEMOCRACIA. E O CONTINUISMO?
Luta pela presidência do Senado. Tião Viana, candidatissimo dele mesmo e de um terço do PT-PT, vai ao Planalto-Alvorada conversar com Lula. O senador sabe que o Lula não se entusiasma com ele, a recíproca é verdadeira. Quando (e se) Lula deixar a presidencia, o senador não atenderá nem telefonema do então ex-presidente. Mas naquele momento, Tião não pôde prescindir de pedir a Lula. E pede que o presidente pergunte a Sarney se ele é candidato a presidente do Senado. Lula não considera isso um sacrifício, há 72 horas não fala com o ex-presidente da Republica (foi mesmo) uma eternidade, pede que vá ao Planalto-Alvorada. Lógico, Sarney vai, saudades de um passado que nem ele acreditava que chegasse tão distante. Conversam sobre o nada (os dois são bons nisso), tomam um café, Lula com a xícara de lado, dispara: Você é candidato a presidente do Senado? Se for, tem meu apoio sem restrições. Sarney nem olha para o lado, dá aquele sorriso de romancista destroçado pela critica do Millor, mas finge que sobreviveu, responde: De maneira alguma, presidente, já fui duas vezes. É preciso renovação. Lula finge que acredita, (Sarney vai embora), manda ligarem para Tião Viana, Lula quer se livrar logo do problema, comunica e desliga: O homem não é candidato. Não confia na desistência de Sarney, mas sabe que Tião vai se lançar imediatamente. Está sozinho no gabinete, dá uma gargalhada. Isso, 6 meses antes de o Supremo, numa sessão longa, inútil e sem consequências, decidir a favor do diploma não só para jornalistas mas também para todas as profissões. (No dia da decisão do Supremo, Lula está no Cazaquistão, com muita gente, dá outra gargalhada. Muitos se surpreendem, Lula é o único que tem explicação). Voltemos ao tempo e à disputa (?) da presidência do Senado. 43 dias depois da conversa com Lula, é Sarney que toma a iniciativa, telefona, diz: Presidente, precisamos conversar, se for hoje, ainda melhor. Logico, Lula recebe, a mesma cena monótona e rotineira da outra vez. Só que Sarney é que dispara: Presidente, me impuseram o comando do Senado, não pude resistir, sou candidato. A mesma jogada para a plateia, Lula diz, Puxa, senador, você me criou um problema enorme dentro do partido, tenho de resolver. Sarney vai embora, Lula manda ligar para Tião Viana, repete como da outra vez (só que ao contrário) dá o recado, O homem é candidato, desliga. E como tudo é teatro sem ublico e sem espectadores, a mesma gargalhada, sabe que o companheiro Tião Viana está liquidado. Sarney assume a presidência do Senado pela terceira vez, está lá desde 1970, sabe de tudo, (da casa e dos senadores) vai para a tribuna, engana a todos, faz uma porção de frases de efeito, sai como o herói sem nenhum caráter. 4 frases. 1- A crise não é minha, é do Senado. 2- Não é só do Brasil, é da democracia e do mundo. 3- Querem destruir o Legislativo, qual a razão? 4- Ninguém no Brasil pode JULGAR UM HOMEM COMO EU. Lula estava no Cazaquistão, defendeu Sarney com veemência, não sei se deu outra gargalhada. Com o terceiro mandato quase à disposição, Lula se previne e grita: Querem implantar a republica do DENUNCISMO. PS- Com isso mostra a face do continuísmo. Sete anos de pastor, Jacob serviu Labão, pai de Rachel, serena e bela. Mas não servia ao pai, servia a ela. PS2- Sarney, bíblico pela própria existência e pela trajetória ininterrupta, entendeu tudo. Sabe que só alguns senadores (poucos) acreditaram na sua vida de heroismo. Lá no Cazaquistão, Lula foi aconselhado: Salve o Sarney, a opinião publica está revoltada. PS3- Acrescentaram para o presidente, sobre o ex-presidente: Ele está perigando. Se cair, virá a revolta contra o CONTINUISMO e não contra o DENUNCISMO. Lula correu para o microfone.
A morte da Besta
Assim é que, ontem, Celso Amorim anunciou a morte do G-8, grupo que reúne os sete países mais industrializados do mundo e mais a Rússia. “O G-8 morreu. Não representa mais nada”. E foi assim que ele proclamou a morte da Besta, aquela Besta de que todo mundo já ouviu falar, que “subiu do mar”, com suas sete cabeças e dez chifres, cabeças e chifres que “são povos e reis e nações”. Forçando um pouco a interpretação, também proclamou a morte do Anticristo, a Rússia, membro observador do G-7, “o oitavo, que é dos sete, e que foi, e já não é, mas voltará a ser” ou “mas será” – não lembro exatamente. Acrescentou o ministro: “Eu não sei como vai ser o enterro, às vezes o enterro ocorre lentamente”. Aliás, o nosso culto-ignorante chanceler quase se aproxima da profecia. Realmente, o livro do Apocalipse (que é Revelação, em grego) diz, em um momento, que essa Besta já está morta, mas vem uma segunda Besta com dois chifres (dois países? Estados Unidos e Reino Unido?), que lhe dá força. E que a segunda Besta “fala pela boca da primeira Besta”. E temos no Apocalipse que esta faz coisas que ainda não fez, como mandar impor o seu “sinal” em cada pessoa, sem o que não se poderá “comerciar, nem vender, nem comprar”. Há uma teoria muito forte entre estudiosos dos “últimos tempos” de que este “sinal” seria um chip implantado sob a pele. Bem, numa interpretação lógica do Apocalypse, conjugado, pelo menos, com os profetas Ezequiel e Isaías, a Besta e o Anticristo se enfrentarão numa guerra (inclusive nuclear), que será abreviada para que não morra toda a humanidade. E, um pouco mais adiante, se levantará, sob comando dos “reis do Oriente”, um exército de 200 milhões de pessoas, o que levará a Besta e o Anticristo a se unirem para enfrentá-lo “no lugar que em hebraico se chama Armagedon”. Parece que Amorim se precipitou.
A morte da Besta
Mesmo que o único diploma de um presidente da República seja o de presidente, como gabou-se o presidente Lula de ser este o seu caso, cabe supor que tal presidente tenha o bom senso de nomear, para seu ministro das Relações Exteriores, uma pessoa culta. Ora, de uma pessoa culta o mínimo que se pode esperar é que haja lido o livro mais importante do mundo, seja pelo que contém, seja pela influência que exerceu e ainda exerce. O livro mais influente do mundo, o primeiro a ser impresso, o mais editado, o mais vendido, o mais lido de todos os livros e cujo conteúdo diz respeito às origens e ao destino do homem, ao passado e ao futuro, ao bem e ao mal, à filosofia, à ética, à história, ao poder, ao pensamento e aos sentimentos, à sabedoria, à poesia, à vontade, à fé e seu poder quase ilimitado, à liberdade, a Deus, ao corpo, à alma e ao espírito. Claro que estou me referindo à Bíblia. Em qualquer lugar que este livro esteja disponível, só os analfabetos têm uma justificativa para não o terem lido, mas ainda assim os mais esforçados podem conseguir que alguém leia para eles. Mesmo os ateus, independente desta condição, não têm desculpa para ignorar o livro mais influente da história conhecida da humanidade. Não é somente teísmo e religião que há nele. Não lê-lo não é ateísmo, é ignorância ou burrice mesmo. Registra a história que uma das razões básicas para a defasagem entre o desenvolvimento dos Estados Unidos e do Brasil ou América Latina em geral foi que, com forte predominância de protestantes (evangélicos) , os norte-americanos deviam ler cada um deles a Bíblia, inclusive interpretando- a, enquanto na América Latina, católica romana, o padre é que lia para os fiéis. Lia o que queria ou o que a Igreja queria. E a interpretação também era fornecida – sempre – pelo padre, o que empurrava a comunidade católica para uma espécie de dependência mental em relação ao sacerdote. Bem, vamos ao ponto. O presidente Lula nomeou Celso Amorim ministro das Relações Exteriores. E embora a presunção geral seja a de que se trata de um homem culto, parece que ele não leu a Bíblia, não foi lá ao Antigo Testamento aprender o que profetizou sobre o Anticristo o profeta Ezequiel e, principalmente, não tem a menor noção do que está no último livro da Bíblia, já, claro, no Novo Testamento, o livro do Apocalipse.
Termo de uso