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QUATRO - ONU : PODERES PÚBLICOS MAIS CORRUPTOS VERSUS MAIORES ANALFABETAS FUNCIONAIS NO C.U. DO MUNDO COM HEMORRÓIDAS SANGRANDO
NEM VEROSSÍMIL ERA. A PF NÃO ACHA NENHUMA PROVA DO GRAMPO NO SUPREMO. O PRESIDENTE DO STF FOI COAUTOR DE UMA FÁBULA RASTAQUERA. A informação foi adiantada pela edição de 1º de julho da Folha de S.Paulo, mas não causou surpresa a ninguém, nem aos envolvidos. Nos próximos dias, a Polícia Federal vai anunciar o fracasso total da investigação sobre uma suposta escuta telefônica clandestina nas linhas do presidiente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes Torres, do DEM de Goiás. Iniciado há dez meses, a investigação foi provocada por uma matéria publicada pela revista Veja sem uma única prova capaz de respaldar a denúncia. Mesmo assim, Mendes chamou o presidente Lula “ás falas” e conseguiu estabelecer um princípio de crise institucional baseada em nada. Aliás, a isso chegou a PF: nada. Para acalmar os ânimos de Mendes e minimizar a sanha midiática que se seguiu à suspeição da existência do grampo no STF, Lula acionou o ministro da Justiça, Tarso Genro, para, por meio do diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa, designar dois delegados federais para o caso. Ao mesmo tempo, afastou do cargo de diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) o delegado Paulo Lacerda. Ex-diretor-geral da PF, Lacerda foi apontado por Mendes como mentor do grampo fajuto no Supremo. O delegado ficou três meses afastado e nunca pôde retornar à Abin. Depois foi enviado ao degredo. Virou adido policial em Lisboa.. Os delegados William Morad e Rômulo Berredo foram apresentados a Mendes e pessoalmente por Corrêa em 2 de setembro de 2008. Logo em seguida, dedicaram-se a ouvir mais de uma centena de testemunhas, inclusive agentes da Abin, para tentar descobrir o diálogo apresentado pela Veja – um bate-papo angelical entre o ministro do STF e o senador — era mesmo resultado de uma escuta ilegal. Por 300 dias, a dupla tateou no vazio, pois os repórteres da Editora Abril se negaram sequer a reconhecer a existência do áudio que teria gerado a transcrição. Nenhuma das testemunhas ouvidas conseguiu estabelecer o mínimo nexo capaz de ajudar a PF a identificar o grampo, muito menos de chegar ao autor da suposta escuta. Logo de início, a principal prova favorável à tese de participação da Abin na história, levantada pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, foi desmoralizada. Em reunião no Palácio do Planalto, em 1º de setembro de 2008, Jobim alegou que a Abin havia comprado equipamentos capazes de fazer escutas telefônicas por meio do Exército, denúncia responsável pelo afastamento de Lacerda. Mas o ministro acabou desmentido por laudos periciais do Exército, do Gabinete de Segurança Institucional e da PF. Em março último, informado do andamento pífio das investigações, Mendes aproveitou para se adiantar ao vexame iminente. Durante uma sabatina na Folha de S.Paulo, o ministro admitiu, pela primeira vez, a possibilidiade de o grampo jamais ter existido, muito menos com a participação da Abin. Na entrevista a um pequeno grupo de jornalistas, mudou o tom. A certeza peremptória que o levou a chamar “as falas” foi trocada por uma análise literária. “Se a história não era verdadeira, era extremamente verossímil”, contorceu-se. Até aí, verossímil também é o conto de fadas A Roupa Nova do Rei. Antes do fim da investigação, Berredo foi mandado para Roma, onde também é adido policial. Caberá a Morad, portanto, encerrar a historieta do grampo sem áudio que serviu apenas ao interesse de alguns meliantes investigados pela polícia. E viva o Estado Democrático de Direito.
CINCO - ONU : PODERES PÚBLICOS MAIS CORRUPTOS VERSUS MAIORES ANALFABETAS FUNCIONAIS NO C.U. DO MUNDO COM HEMORRÓIDAS SANGRANDO
DEPOIS DA ESPUMA, O COMPLETO VAZIO. A VERSÃO E OS FATOS. A TURMA DE DANTAS BEM QUE TENTOU, MAS OS PROCURADORES DE MILÃO NÃO ENGOLIRAM SUAS MANIPULAÇÕES. Uma das maiores imposturas arquitetadas por Daniel Dantas e nauseantemente repetida por uma banda de parceiros do banqueiro que se declaram jornalistas caiu por terra. No tão citado processo de Milão que apura a espionagem realizada pela Telecom Italia não há sequer uma linha capaz de sustentar a versão difundida no Brasil a respeito do inquérito. A íntegra pode ser acessada em www.tribunale-milano.net/index.phtml?id . Um breve histórico flagrado pela Operação Chacal em um esquema de espionagem no Brasil, Dantas tentou inverter a acusação a seu favor. Aproveitou-se do fato de a Telecom Itália ter praticado crime semelhante em seu país de origem (a companhia italiana é investigada em Milão por ter grampeado e produzido dossiês contra centenas de personalidades), mas sem relação direta com os acontecimentos por aqui. A tese do banqueiro brasileiro era de que policiais federais nativos foram pagos pela Telecom Italia pra realizar a Operação Chacal. A PF integraria um grupo de perseguidores que incluiriam também jornalistas (os mais críticos à sua atuação), todos regiamente remunerados para atacá-lo. Quem intermediaria os pagamentos aos “adversários” de Dantas seria o empresário Luís Roberto Demarco, desafeto do dono do Opportunity, e seu advogado Marcelo Elias. Até uma suposta tradutora, Luciane Araújo, apareceu para reforçar a teoria oportunística. Na edição 490 de CartaCapital, o repórter Paolo Manzo desmontou a armação, difundida a partir de um site de assessoria de imprensa a advogados que se disfarça de jornalístico. Após pedir 50 mil euros para conceder uma entrevista (solicitalção negada pela revista), Luciane Araújo conversou brevemente com Manzo. Foi o suficiente para ficar demonstrado que ela nada sabia a respeito do tema. Após a reportagem de CartaCapital, a tradutora, testemunha “bombástica”, desapareceu do noticiário no Brasil.
SEIS - ONU : PODERES PÚBLICOS MAIS CORRUPTOS VERSUS MAIORES ANALFABETAS FUNCIONIS NO C.U. DO MUNDO COM HEMORRÓIDAS SANGRANDO
Disponível na íntegra no site do Tribunal de Milão, o inquérito revela que a estratégia de Dantas deu com os burros n’água, apesar do esforço de seus asseclas. Os procuradores italianos não compraram sua versão. Ao longo do texto, não há nenhuma menção ao nome do empresário Demarco ou do advogado Elias. Muito menos a um complô financiado pela Telecom Italia para inventar uma investigação contra o banqueiro no Brasil. Ao contrário. A investigação cita fatos do período em que DD se aproximou dos italianos. Segundo os procuradores, funcionários da operadora de telefonia italiana teriam bisbilhotado a vida de uma “parte” ligada aos FUNDOS DE PENSÃO (PREVI, ETC), cujo nome não foi citado, e de dois executivos contratados pelas FUNDAÇÕES: Alberto Guth (no texto, seu nome apareceu grafado como Gurt) e Ricardo Knopfelmacher, o K. É a única referência ao Brasil. O motivo? Os FUNDOS DE PENSÃO (PREVI, ETC) se opunham ao acordo fechado entre Dantas e a Telecom Italia. Portanto, segundo os procuradores milaneses, a espionagem da empresa teria sido realizada contra adversários do banqueiro e não contra ele ou seus aliados. Outra recapitulação necessária: em 2005, após sete anos de inúmeros golpes baixos e rasteiras mútuas, a Telecom Italia e o Opportunity assinaram um acordo. Os italiainos se comprometeram a pagar cerca de 1 bilhão de reais pela participação do banco brasileiro na Brasil Telecom. O acerto estabelecia também o fim das dezenas de ações judiciais em tramitação. Quem costurou a negociação foi o megaespeculador Naji Nahas, então consultor da companhia italiana. Menos de um ano depois, o acordo foi suspenso após os italianos constatarem que Dantas não seria capaz de cumprir suas promessas. O banqueiro havia prometido, entre outras coisas, extinguir processos judiciais cuja decisão não cabia a ele, mas aos acionistas majoritários da Brasil Telecom: os FUNDOS DE PENSÃO e o Citibank. À época, a Telecom Italia era presidida por Marco Tronchetti Provera, mais tarde defenestrado da presidência da empresa por acumular dívidas e prejuízos bilionários. Nahas recebeu 25 milhões de euros para intermediar a transação, apesar de o negócio ter fracassado.
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