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O IMPORTANTE É ISSO AQUI
ISSO NÃO INTERESSA – OLHA ESSA – A VELHA ESTAVA NO QUINTAL DO SITIO COM UM PÉ EM CIMA DE UM TRONCO E OUTRO NO CHÃO RACHANDO LENHA . O NETINHO SENTADO BRINCANDO , OLHOU POR BAIXO DA SÁIA DA VELHA E PERGUNTOU – QUE CORTE É ESSE QUE A SENHORA TEM NO MEIO DAS PERNAS VOVÓ ? – AH, JÁ FAZ TEMPO , O MACHADO ESCAPOU DO TRONCO E CORTOU SUA VÓ AQUI , E AJEITOU A SÁIA – O NETINHO : POOOORRA , BEM EM CIMA DA B U C E T A HEIM VOVÓ !
Opis
É so uma Marolhinha.O Tsunami fica para 2010
O governo e a Embraer.
O certo é que, quando lhe foi comunicado, concordou tacitamente com o posicionamento do BNDES, que se recusou a retaliar a Embraer, exigindo pagamentos antecipados de débitos a vencer, como pretendiam os líderes sindicais. A recusa foi embasada na inexistência de disposições contratuais que pudessem ensejar a cobrança antecipada. O presidente, sensatamente, concordou. No primeiro momento, quando se disse indignado, o presidente Lula, falando como o sindicalista Lula, insinuou que pretendia usar o poder e a força do Estado, para invalidar a decisão da Embraer. Foi o surto de autoritarismo, que felizmente foi contido, ante as ponderações de conselheiros. Esquecia-se, momentaneamente, que o Estado tem poderes limitados de intervenção em empresas privadas. No entanto, os sindicalistas que lhe foram comunicar as dispensas e pedir providências, dizem que orientados pelo sindicalista Lula, saíram do gabinete do presidente Lula e encetaram o movimento paredista que pretendia impedir o funcionamento da Embraer, inviabilizando a troca de turnos. A reação sindical, no entanto, foi esvaziada, prevalecendo o bom senso dos próprios empregados. Intimados a comparecer, compulsoriamente, ao gabinete presidencial, para explicar e justificar as dispensas, os dirigentes da Embraer fizeram entender que compareceriam espontaneamente, como deferência. Jamais compulsoriamente. E o fizeram, na quarta feira passada. Demonstraram com números que seria inviável a sobrevivência da empresa, ante o corte de encomendas, notadamente de clientes internacionais, reduzindo drasticamente as receitas. Tacitamente o presidente Lula concordou com a explanação e deu o assunto por encerado. Em síntese, encerrou o assunto, sensatamente, como Chefe de Estado e de Governo. Ou seja, atuou o presidente Lula, superado o surto que o fizera regredir e incorporar aquele Lula antigo, o sindicalista. A diferenciação se torna imperiosa, diante da reverência que o cargo exige. Alguém já imaginou se os britânicos, como disse um leitor, passassem a tratar a sua rainha somente por Elizabeth, descambando de imediato para Betinha? Ou o presidente Getúlio ser chamado de Gegê, como era tratado na intimidade, nos pampas de São Borja? Daria cadeia, sem dúvida, se alguém se atrevesse a chamar de Castelinho o ditador Castelo Branco. Afinal, era o seu apelido dos tempos de estudante e que perdurou entre os mais íntimos, inclusive colegas generais.
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