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IMPOSTO DE RENDA E FGTS: C.U. DO MUNDO COM HEMORRÓIDAS: |
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ONU: PAÍS MAIS INJUSTO, LOGO O DOS PODERES PÚBLICOS MAIS CORRUPTOS E DOS MAIORES ANALFABETAS FUNCIONAIS. TERIA DITO O CRIADOR: COMO NÃO DEI ASAS ÀS COBRAS HABITARÁ ESSE PRIVILEGIADO TERRITÓRIO UMA CLASSE DIRIGENTE TÃO CORRUPTA QUE CONDENARÁ SEU POVO AO EXTERMÍNIO.
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RESULTADO DA APAROPRIAÇÃO DO ESTADO BRASILEIRO PELA AGIOTAGEM INTERNACIONAL |
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PAÍS MAIS INJUSTO DO PLANETA SEGUNDO DADOS DA ONU PORQUE O DE PIOR DISTRIBUIÇÃO DE RENDA: A MORDIDA DO LEÃO E O ESBULHO POSSESSÓRIO: Quando o Leão morde, quem come quem? O secretário da Receita Federal disse que metade do que deveria ser arrecadado não entra nas arcas do governo. Isto é, um de cada dois reais que deveriam ser pagos por impostos não o é. E não é o pipoqueiro da esquina quem responde por isso. São os grandes capitais, uma parte pelos perdões, subsídios, isenções que o governo concede a seus aliados, em parte pela sonegação que lhes é permitida. Nesses casos estão as 62 pessoas que ficaram isentas, mas que movimentaram R$ 11 bilhões (R$ 178 milhões cada uma). Estão também 139 pessoas que não apresentaram declaração de renda em 1998, mas movimentaram R$ 28,9 bilhões (R$ 208 milhões cada uma). Assim como 45 micro empresas – que não poderiam ter receita acima de R$ 120 mil, mas movimentaram R$ 53,2 bilhões (R$ 1,1 bilhão cada uma). O ócio criativo fez com que 24 empresas declarassem ao Leão que não estavam funcionando, e ainda assim movimentaram R$ 21,560 bilhões (R$ 898 milhões cada uma). Passaram batidas 139 empresas, que nem apresentaram declarações de imposto de renda, mas movimentaram R$ 70,969 bilhões (R$ 573 milhões cada uma). Só nessa pequena mostra estão R$ 184 bilhões – que, somados aos outros casos apresentados pela Receita Federal, chegariam a uma alta porcentagem do PIB brasileiro – e revelam como o Leão come bola. E, segundo o secretário da Receita Federal, a lei atual do sigilo bancário não permitiria sequer que soubéssemos quem são, embora não haja a menor dúvida de que praticam sonegação – ao contrário de qualquer pessoa acusada de um crime, cuja cara é mostrada a todo o país pelas câmeras de televisão e fotos de jornais. Sabe-se que, pelos malabarismos dos advogados tributaristas e pela promiscuidade conivente entre o governo e o sistema bancário, este praticamente não paga impostos no Brasil. |
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(CONTINUAÇÃO) RESULTADO DA APROPRIAÇÃO DO ESTADO BRASILEIRO PELA AGIOTAGEM INTERNACIONAL |
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Quem mais ganha, não paga imposto, gasta melhor seu dinheiro, financiando campanhas presidenciais, como no caso do Bradesco e do Itaú, que sabem onde aplicar melhor seu dinheiro e lideram a lista dos contribuintes para as duas campanhas de FHC, em 1994 e 1998. As empresas pagam, em média, menos que as pessoas físicas – os pobres mortais, que respondemos juridicamente por essa apelação. O mecanismo efetivo de cobrança de impostos é o desconto na fonte, que penaliza basicamente os assalariados. São esses, então, os mordidos pelo Leão. E quem come? Come a outra metade do PIB, AQUELA MINORIA EXÍGUA QUE CONCENTRA RENDA LÁ EM CIMA DA PIRÂMIDE SOCIAL E QUE, TENDO COMO CONTRAPONTO A MISÉRIA DOS DE BAIXO, RESPONDE PELA VERGONHA DE O BRASIL SER, CONFOME OS DADOS DAS NAÇÕES UNIDAS, O PAÍS MAIS INJUSTO DO MUNDO. O ORÇAMENTO BRASILEIRO CAMUFLA A TRANSFERÊNCIA DE RENDA DOS ASSALARIADOS, VIA IMPOSTOS, PARA O CAPITAL FINANCEIRO, JÁ QUE O GOVERNO PAGA MAIS PELOS JUROS DA DÍVIDA PÚBLICA DO QUE COM SAÚDE E EDUCAÇÃO. Quando se fala de reforma tributária, as elites empresariais estão tratando de aumentar ainda mais o bolo dos que já não pagam, ao invés de tornar mais justa a tributação no Brasil. Historicamente a social democracia usava a tributação para amainar um pouco as desigualdades, as injustiças e as exclusões produzidas pelo mercado. Quando abandonou seus ideais do Estado de bem-estar e o keynesianismo, entregando-se de corpo e alma ao mercado, fez do Estado um mecanismo reprodutor e multiplicador das mazelas produzidas pelo mercado e não seu antídoto. Ao invés de mais impostos diretos -- que taxam os que têm mais, como o imposto às fortunas, proposto por FHC quando não se havia alinhado ainda com os afortunados --, o peso tributário continua nos impostos indiretos, em que rico e pobre pagam a mesma coisa e, nos diretos, pagos pelos assalariados, via imposto de renda, enquanto os ricos se safam. ESBULHO POSSESSÓRIO É ISSO AÍ – APROPRIAR-SE DO ESTADO PARA CONSOLIDAR E MULTIPLICAR OS INTERESSES PRIVADOS, DA MINORIA QUE FINANCIA OS GOVERNANTES E RECEBE PREBENDAS DE VOLTA, COMO FINANCIAMENTOS, PROERES, SUBSÍDIOS, ISENÇÕES, PERDÕES E PRIVATIZAÇÃOES SOB FORMA DE VERDADEIRAS DOAÇÕES. Por isso o governo FHC é amado pelos banqueiros e odiado pelos professores (entre tantos outros). (EMIR SADER). |
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