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Ajudar a parte mais pobre da população banqueiros e montadoras não é Lula?
Os bilhões, de onde estão saindo? (Carlos Chagas) BRASÍLIA - Nas últimas duas semanas o governo anunciou a aplicação de pelo menos 120 bilhões de reais para irrigar a economia privada diante da crise econômica mundial. Certos números chegam a bater cabeça com outros, mas pode-se relacionar 5 bilhões para pequenas e médias empresas, 10 bilhões para grandes empresas, 30 bilhões para os bancos sustentarem o crédito, 20 bilhões para socorrer bancos, 40 bilhões para o setor produtivo, sem falar nos 21 bilhões que durante dez dias por mês deixarão de entrar nos cofres públicos. Mesmo se admitindo a mágica da multiplicação dos bilhões, e tendo-se a evidência de que esses recursos não são liberados todos de uma vez, a verdade é que de algum lugar eles saem. Haveria uma fonte secreta nos porões do Banco Central, um depósito clandestino no andar de cima do Banco do Brasil? E se tanto dinheiro assim existia escondido, porque não o utilizaram nas obras do PAC, na ampliação de escolas e hospitais, no reaparelhamento das forças armadas e em tantas outras necessidades prementes? É claro que não é nada disso, e a pergunta continua: de onde estão vindo os bilhões? Só tem uma explicação: vem das nossas reservas em dólares, lá fora, que até pouco somavam 200 bilhões de dólares e hoje ninguém sabe a quanto vão. Não deixa de ser perigoso, se a essas reservas se acrescentar à evasão de pelo menos 500 bilhões de reais do capital especulativo que já se escafederam do Brasil depois de caracterizada a crise. O risco é, da noite para o dia, cairmos na bancarrota. Apesar de o governo informar que os bilhões de auxílio à economia servem para que tudo continue funcionando, a conseqüência será a diminuição dos investimentos, os cortes orçamentários, os contingenciamentos, o aumento no custo de vida, as demissões e, last but not least, a sombra da inflação.
Ajudar a parte mais pobre não é Lula?
ENQUANTO O GOVERNO ANISTIA FILANTRÓPICAS O AERUS E AEROS (APOSENTADOS VARIG, TRANSBRASIL E VASP) QUE SE EXPLODAM.... ... OS DEMITIDO DA VARIG QUE SE EXPLODAM MAIS AINDA... OS APOSENTADOS BRASILEIROS QUE SE EXPLODAM MAIS E MAIS..... ESTE É O GOVERNO DO SENHOR LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA. DIFÍCIL É ENTENDER PORQUE ESTE SENHOR ESTÁ COM A POPULARIDADE LÁ EM CIMA. FILANTRÓPICAS. ......... ..Jornal Tribuna da Governo anistia filantrópicas Medida Provisória permite renovação automática de certificados de filantropia BRASÍLIA - O governo patrocinou esta semana uma anistia geral e irrestrita às instituições que tentam renovar os seus certificados de filantropia. No final da Medida Provisória 446, editada na segunda-feira, há três artigos polêmicos, tornando automática a aprovação dos pedidos de renovação de certificados de filantropia até então pendentes no Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS), extinguindo todos os processos que questionavam renovações e concedendo pedidos que já haviam sido negados, mas vinham sendo contestados pelas entidades. Publicada sem alarde pelo governo, a MP retira do conselho a atribuição de conceder os Certificados de Entidade Beneficente de Assistência Social (Cebas) e repassa aos ministérios da Educação, Saúde e Desenvolvimento Social a obrigação de conceder ou não o aval. A Operação Fariseu, da Polícia Federal, revelou em março que integrantes do conselho se ligaram a advogados de entidades para fraudar processos e o obter certificados. A PF calculou que as fraudes teriam causado um prejuízo de R$ 2 bilhões em impostos sonegados. Antes de destituir o conselho, no entanto, foi concedida a anistia. O artigo 39 da MP é o que pode trazer mais problemas aos cofres públicos. O texto diz que pedidos de renovação dos certificados que já houverem sido negados pelo conselho, mas estiverem sendo contestados pelas entidades - a grande maioria deles -, serão considerados aprovados a partir de agora. Extinção A medida provisória ainda extingue recursos que tenham sido apresentados pelo próprio governo federal contra entidades certificadas pelo conselho, mas investigadas pelo governo. Os recursos, normalmente, são estruturados com base em informações da Receita Federal e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que apontam irregularidades das instituições. A partir de agora, no entanto, essas investigações estão sendo desconsideradas. Uma anistia nesse caso é um absurdo e extremamente temerária. Acredito que o governo não atinou para o enorme problema que está sendo criado, disse a senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO), integrante da CPI das ONGs, que investiga, entre outros temas, a ação das filantrópicas. Se tem um lado bom, que é passar para os ministérios a atribuição de conceder os certificados, essa anistia é um absurdo. Dentro do próprio governo houve enormes resistências à MP. Pelo menos um dos ministérios envolvidos no processo era contrário à anistia e chegou a apresentar uma conta ainda maior que a da PF sobre os prováveis prejuízos: cerca de R$ 5 bilhões em impostos sonegados por entidades que não deveriam ser consideradas filantrópicas. No entanto, um dos ministros envolvidos - então próximo de se tornar candidato a prefeito nas eleições - teria pressionado, ajudando a vitória da tese da anistia. As pastas de Educação e Desenvolvimento Social prometem recadastrar, o mais rápido possível, todas as entidades filantrópicas existentes no País. A expectativa dos dois ministérios é de que o número atual, de 5.630, caia consideravelmente.
Ajudar a parte mais pobre da polpulação banqueiros e montadoras não é Lula?
Os bilhões, de onde estão saindo? (Carlos Chagas) BRASÍLIA - Nas últimas duas semanas o governo anunciou a aplicação de pelo menos 120 bilhões de reais para irrigar a economia privada diante da crise econômica mundial. Certos números chegam a bater cabeça com outros, mas pode-se relacionar 5 bilhões para pequenas e médias empresas, 10 bilhões para grandes empresas, 30 bilhões para os bancos sustentarem o crédito, 20 bilhões para socorrer bancos, 40 bilhões para o setor produtivo, sem falar nos 21 bilhões que durante dez dias por mês deixarão de entrar nos cofres públicos. Mesmo se admitindo a mágica da multiplicação dos bilhões, e tendo-se a evidência de que esses recursos não são liberados todos de uma vez, a verdade é que de algum lugar eles saem. Haveria uma fonte secreta nos porões do Banco Central, um depósito clandestino no andar de cima do Banco do Brasil? E se tanto dinheiro assim existia escondido, porque não o utilizaram nas obras do PAC, na ampliação de escolas e hospitais, no reaparelhamento das forças armadas e em tantas outras necessidades prementes? É claro que não é nada disso, e a pergunta continua: de onde estão vindo os bilhões? Só tem uma explicação: vem das nossas reservas em dólares, lá fora, que até pouco somavam 200 bilhões de dólares e hoje ninguém sabe a quanto vão. Não deixa de ser perigoso, se a essas reservas se acrescentar à evasão de pelo menos 500 bilhões de reais do capital especulativo que já se escafederam do Brasil depois de caracterizada a crise. O risco é, da noite para o dia, cairmos na bancarrota. Apesar de o governo informar que os bilhões de auxílio à economia servem para que tudo continue funcionando, a conseqüência será a diminuição dos investimentos, os cortes orçamentários, os contingenciamentos, o aumento no custo de vida, as demissões e, last but not least, a sombra da inflação.
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