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MODELO MAFIOSO TRIUNFANTE NO C.U. DO MUNDO COM HEMORRÓIDAS
MODELO MAFIOSO TRIUNFANTE NO C.U. DO MUNDO COM HEMORRÓIDAS: PRIVATIZAÇÃO DA REPÚBLICA COM EXPROPRIAÇÃO DE DIREITOS DOS FUNCIONÁRIOS DAS ESTATAIS NO DITADURA MILITAR E DOS SERVIDORES PÚBLICOS NO GOVERNO METALÚRGICO (EC 41/2003 e FUNPRESP). FUSÃO Oi-BrT. E Lula assinou. O decreto presidencial permite a união das empresas de telefonia. Mas as implicações vão além da mera questão econômica. Na quinta-feira 20, o presidente Lula assinou o decreto que altera o Plano Geral de Outorgas (PGO). É o sinal verde para que a Oi, sócia de seu filho Fábio na Gamecorp, incorpore a Brasil Telecom. Quem defende a idéia argumenta que a mudança contempla a atual tendência do mercado mundial de telecomunicações, de concentração. E que a união dará ao Brasil uma empresa nacional capaz de competir internacionalmente. Os detalhes político-policiais prefere-se esquecer. Sob o comando do delegado Protógenes Queiroz, a Operação Satiagraha, que tantas dores de cabeça trouxe ao governo, a ponto de provocar uma guerra interna na Polícia Federal e entre esta e a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), iria redundar inevitavelmente nas articulações que levaram à fusão agora autorizada pelo presidente. Basta reler o relatório de Queiroz para encontrar o fio da meada a unir os anseios particulares e políticos encobertos sob o manto do interesse público. O delegado, vê-se, está sendo bombardeado. Confia-se que seu substituto, Ricardo Saadi, não desperdiçará as linhas de investigação. De qualquer maneira, o doutor Queiroz produziu durante quatro anos farto material, suficiente para explicar parte essencial das relações de poder no Brasil. E a fusão entre a Oi e a BrT é um capítulo recente importante. Lula assinou o decreto. Já o delegado Queiroz continua sentado sobre uma espécie de caixa de Pandora. As conseqüências são imprevisíveis, se o conteúdo desta caixa vier à tona.
MODELO MAFIOSO TRIUNFANTE NO ÂMBITO ESTATAL ONDE AS VERDADEIRAS DECISÕES SÃO INACESSÍVEIS
A PROTOGÊNESE DA OPERAÇÃO SATIAGRAHA. ESTA REPORTAGEM COMEÇA HÁ DEZ ANOS, NA MAIOR PRIVATIZAÇÃO DA HISTÓRIA DO BRASIL, A DO SISTEMA TELEBRÁS, DESMEMBRADO NUM SÓ DIA, 29 DE JULHO DE 1998, EM 12 EMPRESAS, OITO DE TELEFONIA CELULAR. É A PRIMEIRA VEZ QUE O PAÍS OUVE FALAR DE DANIEL DANTAS, UM HOMEM TÃO PODEROSO QUE ÀS VEZES TEMOS A IMPRESSÃO DE QUE O BANQUEIRO MANDA MAIS QUE UM MINISTRO DO SUPREMO, E, ATÉ, QUE O PRESIDENTE DA REPÚBLICA. No leilão da Telebrás, há dez anos, foram vários compradores. A Telefônica, da Espanha, arrematou a Telesp, de São Paulo. O Banco Opportunity, de Daniel Dantas, em parceria com a Telecom Italia e fundos de pensão, adquiriu a Tele Centro Sul, que virou Brasil Telecom, de telefonia fixa. O Opportunity participou ainda da compra de duas operadoras de celular. Governo e investidores felizes, mas gravações clandestinas em telefones do Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) indicam favorecimento do consórcio liderado pelo Opportunity na privatização, que já começou sob suspeita. O presidente do banco, André Lara Rezende, o então ministro das Comunicações, Luiz Carlos Mendonça de Barros e até o presidente Fernando Henrique Cardoso, teriam agido em favor de Dantas. Cai o ministro, o presidente do BNDES, dirigentes do Banco do Brasil e da Previ, fundo de pensão dos empregados do BB que se associou ao Opportunity na compra da Brasil Telecom. A nova empresa vira palco da “maior disputa societária do país”, como definiu a mídia. Daniel Dantas, sócio minoritário, assume o controle da operadora. Um ano depois, a Telecom Italia alega que os acordos de fundação lesavam seus interesses. A disputa continua e Dantas tem apetite. Vai pra cima. Tanto que em 2004 é acusado de contratar, através da Brasil Telecom, a maior empresa de investigação do mundo, a Kroll, para grampear os sócios italianos. O grampo atinge membros do governo Lula, como Luiz Guskiken, ex-ministro da Comunicação Social e Gestão Estratégica. Dantas é destituído do controle da Brasil Telecom em setembro de 2005. Pano rápido. Das privatizações de FHC, corta para outro escândalo, o mensalão, provável pagamento de deputados para aprovar projetos de interesse do governo Lula. O dinheiro, de origem pública e privada, passava pelas contas do publicitário Marcos Valério. Surge um neologismo: “valerioduto”. O inquérito do mensalão, de 2005, tramita no Supremo Tribunal Federal (STF). Em abril de 2006, o Procurador-Geral da República pede autorização ao relator do mensalão, ministro Joaquim Barbosa (mineiro de Guaxupé), para encaminhar às Procuradorias das Repúblicas dos Estados documentos do processo que possam indicar crimes. A Procuradoria de São Paulo recebe informações de pessoas suspeitas de terem sido beneficiárias do chamado “valerioduto”. Os documentos dão origem a processo na 2ª Vara Criminal Federal de São Paulo. ETC., ETC. (...) Em CAROS AMIGOS de SETEMBRO de 2008)
MODELO MAFIOSO TRIUNFANTE: PRIVATIZAÇÃO DA REPÚBLICA - UM
(CONTINUAÇÃO PRIMEIRA) Também em 2006, o representante do Ministério Público Federal (MPF) alerta aos responsáveis pelo inquérito originado no mensalão: a operação Chacal, dois anos antes, apreendeu o disco rígico (HD) do computador do banco Opportunity  na verdade, descobriu-se depois, eram cinco HD’s. O material estava com a Polícia Federal (PF). Tendo em vista que, segundo o Relatório Final da CPI dos Correios, as empresas Telemig e Amazônia Celular, das quais o Opportunity é sócio, constavam entre as maiores depositantes nas contas de Marcos Valério, os HD’s provavelmente conteriam infomações do período de maior abastecimento do “valerioduto”. Então cópia dos discos é enviada para perícia no Instituto Nacional de Criminalística. O que revelariam os peritos? Dados “ilustrativos” do HD. A análise parcial dos HD’s detectou vários crimes financeiros, especialmente evasão de divisas através de fundos de investimentos no Brasil e no exterior. Um desses fundos, o Opportunity Fund, sediado nas Ilhas Cayman, é destinado exclusivamente ao capital estrangeiro, isento do pagamento de Imposto de Renda no Brasil, e não pode ter investidores residentes em território nacional. O fundo se desdobra em 34 subfundos com cotistas brasileiros, situação prá lá de suspeita para a PF. Morariam no Brasil? A perícia fornece uma lista, “a título ilustrativo”, de 293 desses investidores, pessoas físicas e jurídicas. Teriam movimentado 165 milhões (não esclarece se em dólares ou reais). O Grupo Carlos Laranjeira figura no topo da tabela, relacionado ao valor de 25 milhões. Segundo a PF, Carlos Laranjeira foi sócio da construtora OAS e tinha ligações com Antonio Carlos Magalhães, um que não podia faltar. Não por acaso, ACM Neto está relacionado à suposta quadrilha de Dantas, conforme demonstra organograma da PF. Empresas brasileiras também são cotistas, entre elas Amazônia Celular, Brasil Telecom e Sanepar, estatal de saneamento do Paraná. Em nota oficial, a Sanepar garante que a atual gestão, iniciada em 2003, não fez investimento em nenhum fundo offshore. Não diz, porém, se o fez antes. Existem três hipóteses: sonegação, aplicação pelo Opportunity sem autorização ou as suposições da PF estão erradas. Nos HD’s havia arquivos referentes a transações que envolvem vultosos valores, somas que nenhum brasileiro comum seria capaz de dimensionar, como US$ 10 milhões numa só transferência bancária, ou US$ 3 bilhões investidos em paraísos fiscais pelo grupo Opportunity. Aliás, não existe um “grupo” Opportunity. A expressão é usada genericamente pela PF para designar os investigados  mas eles abominam “grupo”, confome fica claro em algumas comunicações grampeadas. Início da Satiagraha. Com base no resultado parcial da análise dos HD’s, em 6 de fevereio de 2007 o delegado Élzio Vicente da Silva pede à juíza da 2ª Vara Criminal Federal, Silvia Maria Rocha, o compartilhamento de dados com a Receita Federal e o Banco Central. E, o mais importante, pede a quebra do sigilo das mensagens via internet da Opportunity Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários.
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