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MODELO MAFIOSO TRIUNFANTE NO ÂMBITO ESTATAL BRASILEIRO
MODELO MAFIOSO TRIUNFANTE NO ÂMBITO ESTATAL BRASILEIRO MANGABEIRA, SUCESSOR DE GUSHIKEN NA SECRETARIA DE ASSUNTOS ESTRATÉGICOS, GESTOR DA EXPROPRIAÇÃO DE DIREITOS DOS SERVIDORES PÚBLICOS DA EMENDA CONSTITUCIONAL 41/2003 QUE CRIOU A GROTESCA CONTRIBUIÇÃO DOS INATIVOS DO SERVIÇO PÚBLICO PARA O BENEFÍCIO QUE RECEBEM E A CRIAÇÃO DO FUNPRESP (FUNDO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES PÚBLICOS) PARA TRANSFORMAR EM PRIVADA A PREVIDÊNCIA QUE ERA PÚBLICA DOS VALORES ACIMA DO TETO DO INSS, EXPROPRIAÇÃO DE DIREITOS PARA ATENDER O INTERESSE DA AGIOTAGEM INTERNACIONAL EM SEMPRE MAIORES MAS INSUFICIENTES SUPERÁVITS FISCAIS PRIMÁRIOS QUE SUPORTEM A IMORAL ROLAGEM DA IMPAGÁVEL DÍVIDA PÚBLICA ÀS MAIS ALTAS TAXAS DE JURO DO PLANETA, CONFIRMANDO SEREM OS PODERES PÚBLICOS NATIVOS OS MAIS CORRUPTOS SEGUNDO DADOS DA ONU PORQUE PAÍS MAIS INJUSTO.
REAL BODE: O MODELO MAFIOSO TRIUNFOU NO ÂMBITO ESTATAL BRASILEIRO PRIVATIZANDO A REPÚBLICA E EXPROPRIANDO DIREITOS DOS FUNCIONÁIOS DAS ESTATAIS E DOS SERVIDORES PÚBLICOS
A CRISE E OS BODES: O leitor que correr os olhos pelas capas da revista britânica The Economist dos últimos vinte meses terá o desprazer de observar uma crise anunciada, alilás, repetidamente anunciada. Vejamos as manchetes: 24 de março de 2007  “O problema com o mercado imobiliário americano”; 22 de setembro de 2007  “A crise de crédito provocará uma recessão?”; 17 de novembro de 2007  “A vulnerável economia americana”; 5 de abril de 2008  “Concertando o mercado financeiro... e o risco de errar”. No segundo semestre de 2008, começa o mergulho: 20 de setembro, a imagem mostra um rodamoinho sugando Wall Street. Manchete: “O que virá a seguir?” Em 4 de outubro, a capa traz uma figura humana, solitária, que observa o abismo à sua frente. Manchete: “O mundo no limite”. O capitalismo sempre viveu aos trancos e barrancos. A períodos de grande crescimento seguem-se tempos de ajustes, freqüentemente marcados por recessões. O purgatório recentemente iniciado tem causas conhecidas e amplamente comentadas: dinheiro aos borbotões, vindo da Ásia e do Oriente Médio, apetite por riscos do lado de cá do Atlântico e controles que não acompanham a imaginação dos magos financeiros. Fruto das circunstâncias, a bolha da vez estourou, vitimando pessoas físicas e jurídicas. Como efeito colateral, entupiu as artérias vitais da economia, que provêem a força vital do planeta material: o crédito. Como se não bastasse, dinamitou a etérea base de confiança e fé que sustenta as atividades econômicas. Acordados de longo sono, os patrões de bancos centrais ensaiaram titubeante contra-ofensiva. Usaram armas bem conhecidas e outras ainda pouco testadas. O paciente tremeu, gemeu e esboçou alguns sinais vitais. Os familiares acompanham preocupados, alternando estados de desengano e alívio. Enquanto isso, emergentes preparam-se para submergir, assistindo os bem-aventurados picos de otimismo se transformarem em vales de pessimismo. Diante das lentes e da telas, economistas maravilhosos exibem suas teorias voadoras.
NÃO HÁ RIQUEZA COMPARÁVEL À RAZÃO NEM POBREZA QUE SE IGUALE À IGNORÂNCIA: OS CORRUPTOS ASSALTARM OS PODERES PÚBLICOS
(CONTINUAÇÃO) O que deu errado? O que fez mutuários, investidores e ingênuos de toda classe tomarem decisões insensatas e engrossarem a manada que levou o mundo às cordas? Das explicaçõs e evocações, uma fila de bodes expiatórios é empurrada cena adentro: primeiro, os vilões especuladores de Wall Street, de olhares circunspectos e gravatas irrepreensíveis: seguem-lhes os desatentos donos da política monetária, acossados, porém, ainda cheios de fleugma e perícia; logo atrás vêm os sonolentos legisladores, com ar atônico e retórica evasiva; os chineses; e os árabes... haja palco para tanto bode. Observando o picadeiro, os nostálgicos entoam o clássico refrão “eu avisei” e tacham o esquisito rebanho de chibarrada neoliberal. Pudera! Atento à lotação caprina, o colunista David Brooks, do New York Times, quis logo adicionar seu próprio bode. E o fez com apuro: para Brooks, o culpado da grande celeuma não é outro senão o próprio homo economicus, o ser mítico da economia, o homem racional e perfeitamente informado que toma decisões analíticas para maximizar sua riqueza e minimizar seu esforço. Brooks evoca as máximas do provocador Nassim Nicholas Taleb, professor da Universidade de Nova York e autor de textos visionários sobre a crise atual. Taleb sintetiza algumas décadas de reconhecimento sobre a racionalidade limitada do homo economicus e advoga que nossos cérebros não são mais capazes de dar conta da complexidade do ambiente. Os fatos da vida: primeiro, damos mais atenção às informações que comprovam o que já sabemos do que àquelas que contradizem o que achamos. Segundo, ao olhar para o futuro, somos mais influenciados por eventos recentes do que por eventos ocorridos há mais tempo. Terceiro, gostamos de simplificar e torcer os fatos em torno de uma única causa. Quarto, tendemos a celebrar nossa suposta capacidade de decisão e ação, mesmo quando os resultados são apenas fruto da sorte. A estes, outros fatos da vida poderiam ser acrescentados: quinto: seguimos a turba, pois acreditamos que algo é melhor quando muita gente está fazendo. Sexto, damos maior peso para pequenos ganhos obtidos a curto prazo do que para maiores ganhos obtidos a longo prazo. Sétimo, confiamos excessivamente em nossas previsões. Com tanto viés a turvar as decisões, não é difícil entender a celeuma atual, e fica fácil afirmar que outros abalos virão. Em seu website, Taleb declara: “O meu maior hobby é provocar as pessoas que levam muito a sério a si mesmas e à qualidade de seu conhecimento, e que não têm coragem de dizer: Eu não sei...” Entre economistas e executivos não lhe faltarão alvos (Thomaz Wood Jr.)
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