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JULIO USHIRO
jushiro@ig.com.br
Os professores ainda sentem a satisfação nessa profissão, a meu ver porque são profissionais, mas antes de tudo, humanistas que possuem o dom de se doar em prol do aprendizado. Me desculpem se sou extremista, mas o que está matando a moral, a dignidade das pessoas de bem é o direitos do homem e do menor e do adolescente, onde os agressores têm todos os direitos e as vítimas(sociedade que trabalha)não podem nem olhar com indignação um ato de covardia de qualquer um (adolescente ou não)que são ameaçados, até de morte. O que eu tenho convicção é que a Lei, a sociedade tem que pensar é primeiramente na pessoa do bem que está sendo a vítima, o outro já provou que não presta e tem que levar a sua lição. Temos que preservar as pessoas de bem, o resto é resto. Depois se vê o que se pode fazer para recuperar ou educar. No mínimo deve-se fazer a justiça olho por olho, dente por dente, e só e somente só perdoar se a vítima perdoar, não uma outra pessoa qualquer (juiz, padre, outros quaisquer).Ainda a sociedade não está no nível de praticar e viver o Amor de Jesus. Não é forçando a barra que o nível se eleva. Se praticar a justiça, que é o mínimo, creio que já está bom, para começar, senão a injustiça é pior do que qualquer lei ou carta magna dos homens.Pelo menos a justiça de Deus nunca falha, agora ou depois. JK
PALMIRO MENNUCCI
rank@uol.com.br
O Silêncio dos inocentes Oficialmente - 15 de outubro – é o Dia do Professor, uma conquista paulista reconhecida nacionalmente em 1963, anos após as primeiras iniciativas para que o valor dos profissionais da educação fosse justamente homenageado. Sabemos que, mesmo que os holofotes se voltem para o flagelo financeiro, outra mazela assombra quem vive os desafios do magistério, especialmente na rede pública. A verdade é que os professores não têm motivo algum para celebrar a data diante da banalização de uma violência que se tornou parte do cotidiano, juntamente com o império das drogas, do álcool e do pânico. A escola virou terra de ninguém. Será que a professora agredida a golpes de porrete, tem algo a comemorar? E o diretor cuja retina foi deslocada pelo padrasto de um aluno? E os ânimos da professora colada na própria cadeira? E a que ficou na mira do revolver de uma aluna, e a que teve o seu carro queimado e a da orelha dilacerada diante da classe? E os ameaçados por bombas na escola, terão o que comemorar? Muitos são os casos e fartos os detalhes de extrema crueldade. Os profissionais da educação são alvos diários de uma selvageria descabida em seu próprio trabalho que mutila física e psicologicamente ao impor às vítimas um silêncio assustador por meio de covardes ameaças. Alarmantes índices fazem com que todos, profissionais da educação, alunos e comunidade se tornem reféns desse tipo de violência. Vivemos marcados pela insegurança num país com uma grande desigualdade social. A palavra de ordem é ter. Assistimos a violência das ruas atravessar o portão da escola pública, a ponto de desconstituir a autoridade do professor. É neste caos que percebemos a razão para o incentivo de toda essa violência: a injustificável impunidade. Em muitos casos, menores envolvidos são amplamente amparados pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. Então, nada pode ser feito. Num dos seus pronunciamentos o senador Cristovam Buarque indagou: “o que vai acontecer com este país quando os professores começarem a abandonar o magistério por medo?” A realidade nos aponta para um futuro angustiante e sombrio. Nada mais verdadeiro do que o velho conceito que a educação é a mais poderosa arma contra a violência, quando aplicado não só na escola, mas na família em toda a comunidade. Esse mal, que corrói milhares de famílias, de jovens e de profissionais da educação - que cobre de vergonha a sociedade brasileira e cala de medo toda a nação - exige ser combatido como peste epidêmica. Mecanismos adequados para abolir o avanço precisam ser imperiosamente ativados a fim de que o estudante brasileiro saiba valorizar e respeitar a quem os ensina e consigamos, enfim, a garantia de viver em meio à uma juventude sadia com direitos e deveres respeitados. Um dos mais importantes conceitos da não violência é não buscar destruir a pessoa, mas transformá-la. A verdade de Luther King o fez lutar, até o fim, pela paz. Palmiro Mennucci Presidente do Centro do Professorado Paulista - CPP S. Paulo - SP
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