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tucano roxo
Assim não dá assim não pode,Chutar cachorro morto não vale, esta tal de SATIAGRAHA esta me dando calafrios!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
LIBERDADE DE AÇÃO MAFIOSA TRIUNFANTE VESUS LIBERDADE DE EXPRESSÃO AGONIZANTE
A PONTA DO ICEBERG. SATIAGRAHA. A OPERAÇÃO DEITA SUAS RAIZES NAS PRIVATIZAÇÕES DO GOVERNO TUCANO. As previsões da meteorologia eram de uma madrugada fria em São Paulo na sexta-feira 11. Cerca de 10 graus. O banqueiro Daniel Dantas iria passar a noite sozinho na cadeia. Em mais uma reviravolta novelesca da Operação Satiagraha, Dantas foi reconduzido à carceragem da sede paulista da Polícia Federal menos de 11 horas depois de ter sido liberado por um habeas corpus do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. Documentos recolhidos durante a operação e, principalmente, o depoimento de Hugo Chicaroni a confirmar que a autorização para a tentativa de suborno de um delegado federal partiu do dono do Opportunity embasaram a nova prisão. Por ordem do juiz Fausto Martin de Sanctis, da 6ª Vara Criminal Federal. Ao mesmo tempo, Mendes, em Brasília, liberava os últimos presos na terça 8, entre eles Naji Nahas e Celso Pitta. Chicaroni foi o elo fraco que se rompeu. Professor universitário, acabou recrutado para a quadrilha de Dantas por um lugar-tenente do banqueiro, o ex-diretor da Brasil Telecom Humberto Braz. A dupla, Chicaroni e Braz, meteu-se na maior encrenca registrada, até agora, ao longo da investigação de quatro anos. Tentaram subornar o delegado Victor Hugo Alves, da PF de São Paulo. A dupla prometeu 1 milhão de dólares, mas pagaram 129 mil reais em duas parcelas sem saber que o delegado fingia aceitar a propina, salvaguardado por uma autorização judicial e monitorado por colegas policiais. A idéia era convencer os federais a retirar o nome de Daniel e Verônica Dantas do inquérito e abrir uma investigação contra Luís Roberto Demarco, ex-sócio e desafeto do dono do Opportunity. Animado, o professor Chicaroni deu uma aula de verborragia em um dos encontros com o delegado Alves. “A preocupação de Daniel Dantas seria apenas com o processo na primeira instância, uma vez que no Superior Tribunal de Justiça e no Supremo Tribunal Federal ele resolveria tudo com facilidade”. No depoimento à PF também não se conteve. E confirmou ter sido DD o mentor da tentativa de suborno. A Satiagraha lista um grande número de acusações, de formação de quadrilha a evasão de divisas, mas não deve ser entendida apenas como uma ação circunscrita a determinados crimes financeiros. O que a PF persegue, há quatro anos, desde a realização de outra operação, a Chacal, é desbaratar um esquema que concentra a própria alma das relações entre política, altas finanças e interesses privados impublicáveis. As interceptações telefônicas, de e-mails, a apreensão de documentos e alguns testemunhos mostram que Dantas construiu da metade dos anos 90 para cá uma estrutura de poder que buscava influenciar a Justiça, manipular meios de comunicação e corromper autoridades. Tudo a bem da manutenção da “quadrilha”, conforme descrevem os federais ao juiz De Sanctis. É uma investigação ancorada, em boa parte, nos dados obtidos nos computadores do Opportunity apreendidos durante a Operação Chacal, em 2004. Logo a PF e o Ministério Público identificaram o nome de 89 cotistas brasileiros do fundo do banco mantido nas Ilhas Cayman. No mínimo, a lista, que será chamada a prestar esclarecimentos, cometeu crime de evasão fiscal, já que os investigadores verificaram que as operações financeiras não foram informadas aos órgãos competentes.
LIBERDADE DE AÇÃO MAFIOSA TRIUNFANTE VERSUS LIBERDADE DE EXPRESSÃO AGONIZANTE
(CONTINUAÇÃO PRIMEIRA) Segundo o delegado Protógenes Queiroz, que venceu resistências dentro da PF e manteve-se firme na investigação ao longo dos últimos quatro anos, as movimentações irregulares somaram 2 bilhões de dólares. Nenhum nome foi divulgado, mas figura proeminente da República, não faz muito tempo, disse a CartaCapital que as informações contidas no disco rígido do banco seriam suficientes para paralisar o País. Por isso, mesmo que Dantas venha a ser beneficiado por um novo habeas corpus nas próximas horas ou dias, o delegado Queiroz parece ter iniciado um caminho sem volta às profundezas de um sistema cevado no processo de privatização dos anos 90. Além do banqueiro, de Pitta e de Nahas, outros 21 acusados foram presos na manhã da terça 8, entre os quais Verônica Dantas, irmão do banqueiro. Todos já estão soltos. Nas horas seguintes, o advogado de Dantas, Nélio Machado, acusou o governo de “perseguição” e ameaçou solicitar documentos que comprovariam sua tese. São os mesmos papéis anexados a um processo em Nova York movido pelo Citibank contra o Opportunity (a ação foi suspensa para viabilizar a fusão entre a Brasil Telecom e a Oi). Ironicamente, até as declarações do advogado no calor das prisões o Opportunity se negava a fornecer à Justiça brasileira. Machado conseguiu o habeas corpus a Dantas na noite de quarta 9, mas não contava com a revelação decisiva de Chicaroni. O professor relatou ainda aos policiais uma convesa entre o banqueiro e Braz (chamado de Guga) sobre a possibilidade de subornar o delegado Queiroz. O diálogo, revelado aos federais é impagável: DD – Dá? Guga - É difícil. DD – Ele toparia? Guga – Acho difícil. DD – Já tentamos, mas não foi em frente. Guga – Vamos tentar por outro caminho. Em Brasília, ao saber da primeira prisão de DD, a senadora Ideli Salvatti (PT-SC) não escondeu o contentamento. Há pouco mais de dois anos, a menos de 24 horas do fim da CPI dos Correios, ela conseguiu enfiar o nome do banqueiro no relatório final da comissão, a contragosto do relator, o deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), e do presidente, senador Delcídio Amaral (PT-MS). Também na contramão da CPI, e em plena histeria do escândalo do mensalão, Ideli e outra senadora petista, a atual governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, conseguiram emplacar um voto em separado com todos os detalhes da participação do Grupo Opportunity no valerioduto-apelido dado ao esquema de lavagem de dinheiro montado pelo publicitário Marcos Valério de Souza, personagem central da crise política que parou o País entre o fim de 2005 e o começo de 2006. Na época, Ideli e Ana Júlia foram ridicularizadas pela bancada fiel a Daniel Dantas, comandada pelo senador Heráclito Fortes (ex-PFL-PI) e por parte da imprensa. No limite, foram tratadas como tropa de choque da banda petista acuada pelas acusações do ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), autor da tese do mensalão e, curiosamente, cassado pelos pares por não conseguir prová-la. Em outra ponta, viraram motivo de chacota na oposição, sempre com apoio quase monolítico da mídia, e acabaram folclorizados como uma espécie de “Quixotes” de saia por se voltarem contra o “gênio das finanças” incensado no noticiário econômico. CartaCapital foi, então, a única publicação a desvendar, com provas, as origens dos escândalos, suas causas e conseqüências. Pois, para desespero de Dantas e, provavelmente, dos grupos a serviço dele, foram esses dois textos políticos  o adendo ao relatório de Serraglio e o voto em separado das duas petistas  que serviram de base para a Operação Satiagraha.
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