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HIPOCRISIA TUPINIQUIM |
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(CONTINUAÇÃO SEXTA) Em pouco tempo, Paulo Lacerda fez da PF uma estrela do governo Lula e provocou ciumeira nos enclaves tucanos da corporação. O novíssimo expediente de prender e algemar ricos e poderosos criou, porém, problema na composição política do Palácio do Planalto e, com a saída do ministro Thomaz Bastos da Justiça, Lacerda perdeu apoio institucional e político. No lugar dele entrou o delegado Luiz Fernando Corrêa, de perfil mais burocrático, mas também benquisto dentro da corporação e com fama de policial sério. Nomeado pelo ministro Tarso Genro, recebeu como diretriz fundamental o fim de “espetacularização” das ações da PF, principal crítica feita à gestão anterior. Essa premissa, contudo, soou como recuo aos ouvidos de muitos delegados da PF, e Correa perdeu o controle de unidade do órgão. Ao prender Celso Pitta de pijama, com imagens exclusivas da TV Globo, Queiroz abriu a guarda para os guardiães dos novos tempos da Polícia Federal. Também provocou reações iradas do senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), estupefato em ver tanta gente de bem algemada, críticas ferozes do ministro Gilmar Mendes, paladino na luta contra o “Estado policial” instalado no País, segundo ele, a partir das ações dos policiais federais, aos quais acusa de gangsterismo. Mas isso está longe de ter sido o principal problema do presidente do inquérito sobre Dantas. Foi o pedido de prisão do ex-deputado petista Luiz Eduardo Greenhalgh que quase colocou o delegado Queiroz em maus lencóis. Greenhalgh, militante histórico do PT, é um dos advogados contratados por Dantas. Ele foi flagrado pela Polícia Federal, em um grampo autorizado judicialmente, pedindo ao chefe de gabinete do presidente Lula, Gilberto Carvalho, para localizar o processo contra o banqueiro na Justiça Federal. Em resposta, Carvalho prometeu apenas se informar sobre o assunto. As escutas revelaram haver muita intimidade entre o petista e a quadrilha do Opportunity, na qual ele era chamado de “LEG” ou “Gomes”. Há mais escutas a envolver o ex-deputado petista ainda não reveladas. Mesmo assim, a atitude do delegado foi considerada politicamente temerária por setores do governo. “O grupo criminoso comandado por Dantas realizou uma série de manobras destinadas a descobrir a natureza e os alvos dessa investigação”, garantiu Rodrigo de Grandis, o jovem procurador que forma dupla com Queiroz nas investigações. Em 2004, o primeiro delegado a tomar conta do assunto, José Eupídio Nogueira, chegou a ter o hotel onde vivia, em São Paulo, invadido por agentes da Polícia Federal, estes informados de que ali se encontrava um líder da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Na verdade, era uma cilada, provavelmente deflagrada pelos interessados, para intimidar o delegado. Deu certo, Nogueira abandonou o caso depois de ter uma crise de estresse. Em seguida, a operação ficou em segundo plano, até ser adotada por Queiroz. De lá para cá, o delegado teve de conviver com falta de pessoal, precariedade de equipamentos e súbitas mudanças administrativas, inclusive de local de trabalho, em meio às investigações. Ainda assim, tocou quase clandestinamente a operação, à qual deu o nome de “Satiagraha”, algo como “resistência pacífica e silenciosa” em sânscrito, fruto de leituras transcendentais às quais o delegado se dedica. Antes, havia sido designada Operação Dalien, uma mistura pouco feliz entre o nome “Daniel”, de Dantas, e “Alien”, de alienígena.
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Marcos |
euromast@ig.com.br |
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Faz muito tempo que o Judiciário é o entrave deste país. Contudo, agora com suas decisões, conclui-se: O BRASIL NÃO É UM ESTADO DE DIREITO. As decisões são políticas, de interesse indivual ou de certo grupo minoritário e, muito recentemente, decorrente de briguinhas internas no Judiciário. Parecem aquelas crianças pequenas, onde uma se revolta com a outra e, quando chega a sua chance, ela se vinga. Horrível, a população vive em total descrédito com as instituições judiciárias deste nosso querido Brasil. É juiz bloqueando valores de salários, vencimentos, processos que ficam 2 ou 3 anos conclusos pra despacho, decisão que espera, única e exclusivamente, a vontade do juiz, corregedorias que não servem para ABSOLUTAMENTE NADA, enfim, virou TOTAL BAGUNÇA. Terra sem lei. Não se respeita mais a Constituição Federal, os Códigos, enfim, cada um faz o que bem entende, e nada acontece neste retrógado Judiciário Brasileiro. A lei quem faz é o guarda, a balconista, o atendente e o juiz com as suas decisões extremamente parciais. Aqui, roubar vale a pena ! O crime compensa, principalmente, se for financeiro. E se você tiver algum problema depois, é só recorrer ao STF que ele lhe socorrerá, concedendo habeas-corpus e firmando o seguinte entendimento com o agente criminoso: vai meu filho, segue feliz, porque aqui no Brasil, ainda vale a pena roubar. Triste, muito triste ! Quem sabe nossos netos ou bisnetos poderão ver um Brasil mais justo, dotados de homens públicos honestos e, repito, verdadeiros homens, aqueles que assumem o que fazem e dizem. Não esta corja que fala uma coisa e faz outra; ou que não assume o que é de sua obrigação, dizendo, não vi, não sabia, não ouvi. O futuro responderá ! |
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beffa |
silviabeffa@ig.com.br |
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Para que serve o STF?Para institucionalizar a impunidade?Então não seria melhor nos livrarmos do STF?Pior pagarmos salários milionários para os ministrécos, para praticarem atos que interessa a seus interesses particulares e contra os interesses de quem os pagam os seus salários que somos nós!!!!! |
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