Fico feliz de o ministro não ser contra o ensino superior e enxergar que educação não pode ser melhor do que os professores, o que é fato, a maioria dos professores de primário é semi-analfabeto, tem um vocabulário reduzido, dificuldade de se expressar com clareza e total incapacidade de fazer contas com fração ou porcentagem, de forma que não podem ensinar adequadamente. Mas acho que ele deveria perceber que para expandir ainda mais o acesso ao nível médio, precisamos ter mais professores qualificados para isso, e não temos, então uma expansão mais lenta possibilitaria um quadro de professores com maior qualidade. A idéia de imediatamente contratar milhares de professores no pais fará com que pessoas que tiram notas baixíssimas no concurso, que foram péssimos alunos na universidade, e se formaram por milagre, sejam contratados efetivos, para ensinar muitas gerações, e com um bom salário...A universidade no Brasil é cara, pelo custo dos hospitais universitários, que considero uma prioridade nacional, e não devem mudar a forma como são administrados e nem desvincular das verbas do mec, pois é importante a formação de médicos em hospitais de qualidade. Já a parte do orçamento da educação da universidade que vai para pesquisa, realmente podia ser pelo menos em parte desvinculada, a universidade tem laboratórios demais, com pesquisas irrelevantes, muitos bolsistas e verbas. Talvez se interessasse a privada alguns destes labs sobrevivessem a maioria não, mas seria melhor para todos. É uma absurdo os artigos que a universidade produz como se fosse pesquisa, apenas para receber mais verba. A prioridade da universidade deveria ser a educação e o ensino. Devaneios pseudo científicos são um desperdício de dinheiro e de foco, existe uma grande falta de objetividade na universidade, o objetivo deveria ser o ensino. |