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POBRE NÃO RECEBE EM DÓLAR.
Eleitores do Lula nem sabem qual é a cor de uma cédula de dólar.
VIVA O DÓLAR MAIS BARATO
Governo mantem o dólar mais barato em compensação os alimentos estão pela hora da morte. Arroz, feijão, farinha, leite, carne aumento de 100%.
Previlegiados do Lula.
Do FGTS para o BNDES Governo quer tirar R$ 10 bilhões dos trabalhadores para os empresários. Sindicatos protestam BRASÍLIA - O governo federal quer transferir R$ 10 bilhões do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). O dinheiro, que pertence a 30 milhões de trabalhadores de todo o País, iria para projetos de empresários. O desvio depende de aprovação do Conselho Curador do FGTS, que tem representantes do governo, dos empresários e dos trabalhadores. O conselho é responsável pela gestão do Fundo de Garantia, que acumula R$ 190 bilhões. Trabalhadores com voto no conselho querem evitar a transferência, considerada prejudicial aos saldos. A idéia do governo é que o BNDES lance títulos atrelados ao FI-FGTS (fundo de investimento em infra-estrutura com recursos do FGTS). A proposta prevê que esses papéis seriam corrigidos pela TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo), de 6,25% ao ano — percentual inferior ao rendimento mínimo exigido pelo FGTS para financiar obras de infra-estrutura, estimadas em 8% ao ano. Essa diferença significaria um bom subsídio para o BNDES e um grande prejuízo para os trabalhadores. Sindicalistas lembram que se trata de mais uma “enganação” do governo, que, desde que criou o FI-FGTS, vem garantindo que não implica risco para o patrimônio dos trabalhadores. Segundo uma fonte do Conselho Curador, o governo quer mexer no FGTS porque estaria sem dinheiro para atender a todos os pedidos de empréstimos das grandes empresas. O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, teria convencido o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a aumentar o orçamento do banco. A missão caberia ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, que concordou em liberar mais R$ 12,5 bilhões para o BNDES e depois teve a idéia de “tomar emprestado” outros R$ 10 bilhões. Criado para financiar habitação e saneamento, ao mesmo tempo em que funciona como pé-de-meia dos trabalhadores, o FGTS tem correção de 3% ao ano, condições restritas e regras rigorosíssimas para que seus próprios titulares possam fazer retiradas. O dinheiro seria mais bem aplicado se fosse direcionado às áreas previstas em lei. Os recordes de empregos se devem ao crescimento da construção civil, que, por sua vez, promove sucessão de conseqüências positivas em todos os setores produtivos. A Caixa Econômica Federal, porém, precisa mais desse dinheiro para a casa própria, no Rio, que o BNDES. Como O DIA publicou segunda-feira, o orçamento para esse fim já se esgotou.
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