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Raildo Almeida
raildoalmeida@uol.com.br
Eu não consigo entender como um jornelista tão preparado e bem informado escreve tanta besteira a favor de anuncios de cigarros, de cervejas e outras bebidas, alem de fazer anuncios para enganar as crianças a qualquer hora do dia. Parece atá a posição do pessoal que defende desmatamento da amazonia para gerar desenvolvimento. Um dia tenho certeza que o senhor vai olhar a besteira que fez em defender os interesses só da publicidade tupiniquim. O senhor sabe como funciona em paises do primeiro mundo? Dê uma olhada no que a industria farmaceutica faz no Brasil.
Raphael Souza
peaganeutro@hotmail.com
Faz tempo que seu artigo foi publicado, Kotscho. Mas, depois de alguns dias, resolvi voltar e reler o conteúdo da coluna. Fiquei duplamente pasmado. Primeiro, surpreso com a grande maioria de comentários a favor da regulamentação estatal da publicidade brasileira, seguindo o mesmo caminho de outras democracias, só que do primeiro mundo. Isso reflete uma impressão geral do consumidor brasileiro a respeito da publicidade. Minha outra surpresa, essa triste, foi perceber a pobreza da sua análise a respeito do tema. Logo você, com cujas idéias venho me identificado nos últimos tempos. Como um outro de seus leitores bem afirmou, devemos parar de nos esconder por trás de um medo hoje irracional, sim, de uma suposta censura ditatorial. Não tenho nenhum dado estatístico a respeito dos milhões que a publicidade movimenta anualmente no Brasil, mas não é preciso dar nome a uma coluna virtual para compreender que por trás do Conar e dessa súbita movimentação contra as ditas ameaças à liberdade de expressão comercial estão os mesmos interesses multi-milionários que, globalmente, controlam uma dezena de gigantes da propaganda. Aliás, permita-me voltar um pouco e perguntar se só para mim esse conceito - essa tal de liberdade de expressão comercial - soa completamente absurdo, insano, disparatado? Infelizmente, assim como países como China e Colômbia, também não podemos nos gabar de exportar somente aquilo que temos de melhor. Nem só de café é feita a Colômbia, nem de talentosos e inovadores cineastas é a Nova China, muito menos de futebol é feito o Brasil. Infelizmente, os cargueiros que espalham pelo mundo nossos melhores jogadores também carregam a cocaína colombiana, os piratas chineses e nossa nem tão tipo exportação publicidade. Enfim, fica a lição de que nem tudo que exportamos é o que temos de melhor. Agora, sinceramente me perdoe e permita que lhe pergunte para quando devo aguardar uma nova edição de sua coluna - uma nova edição menos entusiástica, menos inflamada, menos tola e, quem sabe, mais consistente e argumentativa a respeito do tema? E Deus nos proteja dessa tal de liberdade (de expressão comercial)!
Fabian
fabian.cardoso@ig.com.br
Deve-se proibir sim. As propagandas de cerveja mesmo são um absurdo, mostram mulheres seminuas e nem falam (das vantagens/qualidades) do produto em si. Propagandas de remédio em que atores famosos aparecem receitando remédios em farmácias são um absurdo, simplesmente. A Lei seca diminuiu os acidentes, nas cidades em que se proibiu de bares/botecos venderem bebidas tarde da noite sempre diminuiu a violência. Além disso, dizer que as pessoas já bebiam antes da propaganda e não são influenciadas a começar por causa dela é mentira, quem lembra como eram as propagandas de cigarro na televisão há de concordar comigo.
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