Fico estarrecido com o posicionamento do Sr. MICHELINT.
Parece-me que o nobre colega confunde alhos com bugalhos. No caso dos Sargentos gays, salta aos olhos que foram punidos por puro preconceito, principalmente o sargento que foi punido administrativamente.
Não sei se o colega conhece algum regulamento disciplinar militar, mas uma interpretação literal do Regulamento Disciplinar do Exército (ou da FAB ou Marinha) possibilita que um militar seja punido administrativamente até por ter respirado ou por existir. Em outras palavras: Se a autoridade militar quiser punir, o fará independente de motivo. (vide a alínea 100 e parágrafo único do RDAer).
Lamentavelmente, essa interpretação literal e conveniente em alguns casos, bem como vários abusos sob a pecha da hieraquia e disciplina são utilizados para legitimar uma série de abusos imunes, inclusive, ao crivo do Poder Judiciário.
Não sou gay nem concordo ou aceito a prática homossexual, mas tenho como premissa de vida que todos os indivíduos devem ser respeitados. E isso não se trata de inimputabilidade de homossexuais.
Quanto ao caso do tenente e sua tropa (gangue?) penso que o Michelint tem razão.
É fácil prender e linchar publicamente meia dúzia de irresponsáveis e inconseqüentes, mas me espanta que ninguém fale em identificar os verdadeiros autores do homicídio.
Nada pode justificar a conduta dos militares e eles devem ser punidos, mas não podem sevir de bodes expiatórios para uma ação política desastrada e ilegal que determinou que Exército ocupasse aquele morro.
Quanto ao conhecimento das FFAA, Michelint, afirmo - pra dizer o menos - que são instituições preconceituosas, nepotistas e que ainda persiste o sistema de castas que devem ser repelidos, por não serem mais aceitáveis atualmente. |