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C.U. DO MUNDO |
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(...) quando a instituição se negou a dar folga a seus devedores, Vidotto afirma que a administração do Banco do Brasil não avaliou a intensidade da crise de liquidez do momento, quando condenou as renegociações em geral e colocou seus gerentes no encalço de qualquer um que tivesse dívidas com o Banco. Com tal atitude, o Banco do Brasil legitimou, em amplos estratos, a ação da banda ruralista, diz Carlos Vidotto. Os resultados do segundo semestre só podiam piorar, como o fracasso da recuperação de créditos demonstrou. Restou ao Banco mostrar ao governo que era capaz de demitir funcionários, uma ação inócua diante dos números globais. A opinião de Vidotto encontra ressonância entre políticos e economistas. O deputado Delfim Netto (então do partido progressista das arábias PPB), por exemplo, chama de insensato o tratamento dado à questão dos créditos agrícolas, pela direção do Banco do Brasil. Primeiro, a divulgação dos números causou escândalo: US$ 90 bilhões perdidos no financiamento da agricultura. Mentira! Os números verdadeiros revelaram-se, com enorme constrangimento, menos de 10% do total anunciado (Rá!Rá!Rá!). Segundo. O mínimo que se disse dos produtores rurais, com a cumplicidade de uma imprensa imbecilizada, foi que se tratava de um bando de 'caloteiros'. É preciso diferenciar o produtor do pilantra, o que o pessoal da Carteira Rural poderia fazer melhor do que ninguém. CULTURA PERDIDA. Na análise de alguns especialistas, a paranóia em torno da necessidade de reduzir a inadimplência, além de não separar alhos de bugalhos, gerou uma verdadeira dilapidação na cultura de crédito do Banco do Brasil. Em vez de buscarem emprestar bem, os funcionários teriam adquirido um comportamento reativo diante das demandas do cliente. Ou seja, na maior parte das agências, a ordem não é consolidar parcerias, mas apenas prestar serviços. Além disso, a mudança de rota, que concentrou esforços na captação, resultou na transferência das atividades de cadastro e controle de operações para os Centros de Processamento, Serviços e Comunicações (Cesecs), com a conseqüente perda de qualidade das informações sobre a clientela. Em grande parte dos pontos de atendimento terminou o reinado dos responsáveis pelo cadastro, antes verdadeiras eminências pardas nas agências do Banco do Brasil. Em resumo, o BB não sabe, hoje, quem é quem na sua carteira de crédito, ou como ela se estrutura. Os esforços de informatização dos bancos de dados e do portfólio de ativos esbarram no despreparo dos funcionários, na operação ainda incipiente dos sistemas ou mesmo na resistência de muitos gerentes em aplicar as mudanças introduzidas. O MAR E O ROCHEDO. Para o economista Dércio Munhoz, professor da UNB e guru do ex-presidente Itamar Franco, o Banco tinha de ter ido ao Congresso e ao Ministério da Fazenda dizer que estava entre o mar e o rochedo: quebraria, se desse aos produtores rurais, em condições especiais, recursos captados a juros de mercado. Por outro lado, era a agricultura que desmoronaria, casa ficasse sem dinheiro. Esse era o momento certo de discutir um ponto tão crucial. Além de sensibilidade, faltou ação política por parte da direção do Banco do Brasil. Eles ficaram apenas no 'eu quero', diz Munhoz. DÉRCIO MUNHOZ: é inaceitável o BB absorver prejuízos de responsabilidade do Tesouro. (Revista MOMENTO de abril de 1996).
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(CONTINUAÇÃO) PÁGINAS POLICIAIS. As demissões na distribuidora do Banco do Brasil vieram no momento em que a Instituição ainda administra a ressaca de denúncias que levaram o nome do BB para as páginas de polícia dos grandes jornais, no final do ano passado. O primeiro escândalo noticiava os desdobramentos de uma negociata de R$ 250 milhões, envolvendo as agências SAI-DF e Jundiaí-SP, e empresas do DF e do interior de São Paulo. As apurações das auditorias internas resultaram na demissão do funcionário Carlos Alberto Albiero, ex-gerente geral da agência de Jundiaí. O caso oferece um cardápio de falcatruas e mecanismos fraudulentos já bem conhecidos dos brasileiros: malversação de dinheiro público, maquiagem de balanços e testas-de-ferro. Mas, sobretudo nos laudos das auditorias internas aparecia o nome de um peixe graúdo: o do então secretário executivo da diretoria do Banco, Manoel Pinto de Souza Júnior. O secretário também seria o pivô do escândalo da lista de deputados do PPB (partido progressista das arábias), que acabou respingando no Palácio do Planalto. A tal lista revelava a situação das contas movimentadas por parlamentares daquele partido, junto ao Banco do Brasil. Quando o documento vazou, em dezembro do ano passado, a sociedade ficou sabendo que a Coordenadoria de Assuntos Parlamentares do BB, além de acompanhar as seções do Congresso, funcionava também como uma central de recebimento e análise de pleitos políticos. Em português claro, era um balcão de negócios. Nas investigações sobre quem teria solicitado a elaboração da lista – que seria utilizada como instrumento de barganha por votos a favor da reeleição – surgiu o nome do ministro da coordenação política do governo, deputado Luiz Carlos Santos, cujo contato no Banco seria o secretário Manoel Pinto. As próprias investigações da auditoria interna envolveram o nome do secretário que acabou “punido exemplarmente” com a nomeação para a diretoria executiva de uma das subsidiárias do Banco, na área de seguridade.” |
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ESTADO VERSUS TRABALHO: ECONOMICÍDIO, HOLOCAUSTO NEOLIBERAL.
O MODÊLO MAFIOSO RIUNFOU NO ÂMBITO ESTATAL BRASILEIRO.
FORÇA SINDICAL: PAULINHO QUE INICIOU SUA VIDA PÚBLICA FILIANDO-SE AO PARTIDO PROGRESSISTA DAS ARÁBIAS DO SALIM, IBRAHIM, AMIN, DELFIM ET CATERVA POR ISSO NÃO MAIS BRASILEIRO PPB, QUE, DIZENDO-SE DEFENSOR DOS DIREITOS DOS TRABALHADORES CONTRIBUIU PARA SEPULTAR A LETRA MORTA DO MANDAMENTO MAGNO DA LEI MAGNA: “a ordem social tem como base o primado do trabalho para alcançar o bem-estar e a justiça sociais”, ISTO É, O PRIMADO NÃO É DO CAPITAL PRODUTIVO E MUITO MENOS O DO ESPECULATIVO.
SINDICALISMO DE RESULTADOS. A Força Sindical não nasceu do sonho e das lutas de um gupo de operários. É, antes de mais nada e sobretudo, resultado da articulação do empresariado paulista. Cevada no peleguismo, tinha a função de se contrapor, com seu “sindicalismo de resultados”, à crescente influência da “inconfiável” Central Única dos Trabalhadores. Mas, como Fernando Collor de Mello, feito presidente da República em 1989 para impedir a vitória de Leonel Brizola ou do Sapo Barbudo, a Força saiu do controle. Sua deformação deriva da soma da tacanhez das elites econômicas de São Paulo com a tendência do Estado brasileiro de tutelar os movimentos sociais, exacerbada nesses anos de Lula no poder. Servir de engenagem ao capital deixou de ser interessante há alguns anos para os dirigentes da central. Descobriu-se algo mais rentável, seguro e de futuro promissor: a manipulação das verbas do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e a criação de ONGs alimentadas com dinheiro público. O fortalecimento, inclusive financeiro, da Força Sindical impulsionou a carreira política de Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, principal liderança nacional da entidade e deputado federal pelo PDT. E tem sido a causa de sua desgraça. Gravações interceptadas, documentos apreendidos e depoimentos tomados pela Polícia Federal, no rastro da Operação Santa Tereza, apontam Paulinho como um dos chefes de um esquema que mistura desvios de empréstimos do BNDES, lastreados pelo FAT, e uma rede de prostituição. Coisa de filme B. |
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