Será que a mui leal e heróica Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro e todos os que nela habitam, estes resumidos numa só palavra: CARIOCAS, sejam os nativos ou não, merecemos esse destilar de venenos?
Fosse aqui, ainda, a Capital do Império ou da República, ter-se-ia esse tratamento?
A Cidade tornou-se uma Metrópole pela sua importância geo-política, por óbvio. Para cá vieram brasileiros e não brasileiros de todas as origems. Nós, os cariocas-da-gema os recebemos todos com sincero amor e carinho, sem ressentimentos ou preconceitos, a ponto de lhes oferecer a síntese da nossa magia: o gentílico caRIOca.
Nem todos os que aqui aportaram foram agraciados com as benesses do eldorado que imaginavam encontrar. Houve, e os há, ainda, quem tivesse os seus percalços pessoais. Houve quem fez fortuna e houve quem a deixou escapar por entre os dedos. Outrossim, inegavelmente, embora uma meia-dúzia torça o nariz, ela mantém-se como sempre foi: um porto-seguro para quem se decidir excluir a mesmice de suas vidas.
Crises sócio-político-econômicas, epidemias, catástrofes, qualquer megalópole as tem! Porque só o fato de o Rio de Janeiro as ter incomoda alguns poucos? Qual o interesse de tudo isso?
Finalizando, para simples reflexão: imagine-se a laboriosa Cidade de São Paulo sem o grande Capital, bem como a cultuada Brasília sem o Poder e burocracia.
O Rio sofreu ambas as perdas. Qualquer outra cidade feneceria se atingida com esses dois golpes, mas ela, ou seja, a Cidade Maravilhosa, não perdeu e jamais perderá o seu esplendor, mesmo que o queiram alguns e algumas mal-amados.
O momento não se permite isso. Augura-se tão-somente Paz, em complemento à mensagem contida no maior dos símbolos: ORDEM (PAZ) E PROGRESSO.
Sem essa trilogia, seremos, triste e eternamente, um arremedo de Nação, sujeita à sanha de forasteiros.
Tenho dito!. |